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*Budega Cultural


Admirável Novo Endereço

Preguiça do UOL. Eu tenho esse blog há muuuito tempo. Desde o tempo que eu postava traduções de música. Desde o tempo que fazia terapia. Desde o tempo que era deprimido e sem amigos. Esse layout me cansou e eu não sei fazer outro (HTML não é comigo). E tem muita cor e link e tabelinhas, cansei dessa gayzise. O nome do blog não precisa ter necessariamente a ver com o endereço. Esse aqui chama Budega Cultural e é likeablogger.zip.net.

http://brave-new-word.blogspot.com/

Sim, meu novo endereço é um trocadilho com o livro do Aldous Huxley. Ah, o tracadilho. Aquela arte menor do humor - que eu adoro. Queria um nome que passasse a mensagem de novo, de recomeço ligado ao passado. Admirável Blog Novo foi ideal. Ok, metade das pessoas vai achar que eu digitei o nome do livro errado e a outra vai achar que tem a ver com a Pitty, mas fodas. A hospedagem lá é mais legal, com bem menos gueri-gueri e bem mais espaço.



Escrito por _Gabriel às 22h44
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Últimas Considerações sobre Vegetarianismo

Estudei nove anos em um colégio batista. Nada contra eles quando estão na deles, mas tem coisa mais absurdamente chata do que um evangélico tentando te levar pra igreja dele? Tem sim: um vegetariano pentelho. Estou cercado de vegetarianos ultimamente. Nada contra eles também. Mas vem me pedir pra parar de comer carne e irás saborear minha ira.

 

Os animais são mortos de forma muito violenta. As pastagens estão acabando com a vegetação do mundo. O dinheiro investido em gado poderia alimentar um zilhão de africanos por dia. Tudo bem, eu acredito, mas sinto muito. Eu não abro mão de comer carne.

 

Não comer carne já deixou de ser uma coisa hippie ou natureba e virou modismo (político ou não) e eu já dôo dinheiro pro Greenpeace, reciclo meu lixo e assino todos os abaixo-assinados pra libertar o Tibet.

 

Eu também acho uma maldade absurda o fígado dos gansos ficarem gigantes através de hormônios para poderem fazer patês melhores. Muito cruel dar milho transgênico para as galinhas crescerem e engordarem mais rápido para o abate. Mas nem todo lugar é assim. Não é possível que as pessoas ainda acreditem que comer carne é “antinatural do ser humano” ou “tóxico”. Será que todo mundo acredita mesmo que todos os lugares onde sacrificam os rebanhos são sujos e cruéis como querem que você acredite?

 

Dietas sem carne são perfeitamente aceitáveis e podem ser igualmente nutritivas. Mas, na verdade, a maioria desses vegetarianos ativos em transformar todos ao redor em vegetarianos também me parecem é parte de uma imensa massa de manobra. É muito fácil apontar pra alguém que come carne e tacha-lo de assassino e exterminador do planeta usando um tênis fabricado por semi-escravos asiáticos comprados por seus pais.

 

O maior problema desses vegetarianos ativos é se acharem absolutamente à margem da sociedade, os corretos sem discussão. Já vi um adesivo escrito "Go Vegan - or die!". Como se eles fossem imortais. Isso me deu tanta raiva que gastei meus últimos centavos num sanduíche de bacon pingando gordura. E outra coisa que já vi: mocinhas vegetarianas que bebem e fumam...

 

E, rapaz, comer carne é gostoso.

 

E eis meu juramente solene de nunca mais discutir sobre esse assunto com ninguém. Veganismo de cu é rola.

 



Escrito por _Gabriel às 21h39
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(Mais) Coisas aleatórias

Sempre que eu vejo uma carambola ou uma freira eu me espanto. Carambola me espanta pois é uma fruta. Odeio frutas. O máximo de contato com elas foi em 1997, quando cheguei perto de um pêssego. Freiras me dão medo. Sempre acho que planejam algo por baixo daquele tanto de pano. Além disso, depois de queimarem sutiãs, votarem, saírem pra trabalhar, quem pode confiar em uma mulher que não faz sexo por opção? E que acreditam em gzuz!?

 

No mínimo uma vez por mês eu preciso limpar minha agenda do celular. Não é porque está lotada de telefones de one night stands (quem me dera), mas sim de inúmeras pessoas e serviços que se tornaram incógnitas. Quando não são costureiras, lavanderias e sapateiros que esqueci de onde vi, são coisas anotadas rapidamente pra que eu arrume depois (e nunca arrumo). Não é raro pegar meu celular e ler: “Blu” ou “Amm”.

 

Acho incríveis aquelas piadas que não perdem a graça. Sempre que eu ouço uma pessoa dizer pra alguém manobrando um carro “vem, vem... vem ver a merda que você fez”, eu ainda morro de rir. Além das interninhas do pessoal do trabalho (“E essa coisa, como é que é isso, conta pra gente?”) e com amigos queridos (“Falei mermo”).

 

Quando estou com fome fico impaciente e quando estou com sono fico bem-humorado. Na verdade, acho que fico meio retardado, tudo é engraçado e crises de riso acontecem à toa. Nada me deixa com mais raiva do que me pedir pra ter calma.

 

Eu tenho ouvido Fiona Apple, Feist e Regina Spektor. Somadas à Alanis Morissette e Björk essas moças me causam pensamentos muito gostosos e reconfortantes às vezes. Cada uma diferente, mas todas cantam com honestidade sobre coisas delicadas ou que me dão medo. Elas me fazem pensar no futuro. Um dia escrevo mais sobre elas.

 

Sempre que eu penso na minha bisavó tenho saudades. Era uma pessoa sensacional que não estava nem aí de dizer pra toda a família que eu era o bisneto favorito (causando discórdias e brigas hilárias). Foi a primeira e única morte na minha vida – e eu tinha 6 anos. Doeu muito e me faz temer todas as próximas que, invariavelmente, virão.

texto aleatório, foto idem.



Escrito por _Gabriel às 18h27
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Voltando pro futuro

Mais uma vez atrasado, vi antes de ontem o filme “Donnie Darko”. Por ter sido lançado direto em DVD no Brasil e por causa da história complexa e da fama de alternativo, era complicado acha-lo em qualquer locadora.

É uma história contada com bastante delicadeza e ritmo. O diretor estreante, Richard Kelly, conta a história com naturalidade. Os atores estão ótimos (primeiro papel de Jake Gyllenhal, que está um piteu) e ajudaram a dar veracidade ao filme – mas há algo de estranho em ver Drew Barrymore interpretando uma mulher séria.

Rodado em apenas 28 dias e com um orçamento de US$ 4,5 milhões, o filme tornou-se cult (supervalorizado, como todos).  Mas é que ‘Donnie Darko” é um terror adolescente riquíssimo em inteligência e sutileza se comparado com as outras obras do gênero (geralmente recheadas de cenas muito fortes e muito sangue).

Donnie vive nos anos 80 e é um adolescente problemático entupido de psicotrópicos e ajudado por uma psicóloga de araque. Tem alucinações com um coelho gigante chamado Frank, que diz ao rapaz para sair de casa, pois o mundo terminaria dentro de 28 dias, seis horas, 42 minutos e 12 segundos. Mesmo com um certo receio o garoto obedece e acaba escapando da morte, quando a turbina de um avião cai sobre o seu quarto. Desde então Donnie teme as previsões de Frank... As metáforas para o que seja o coelho são inúmeras.

Parte da fama de “Donnie Darko” é o final que, segundo me diziam, não conclui nada. Me sinto tentado à explica-lo aqui nesse post, pois o filme não tem mistério nenhum. O final não é óbvio, mas está lá e muito bem explicado! Para quem quiser, há outras explicações nos extras do DVD, mas eu me contentei com a oficial e achei o filme muito interessante. Mas não é desses que a gente recomenda pra qualquer um...

pretty crazy



Escrito por _Gabriel às 12h13
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Mais uma razão pra amar a Amélia

Segundo o Orkut, 234 pessoas acreditam que a chapinha foi a invenção do século. O resto da humanidade acha que foi a internet. E, depois da internet, acho o fenômeno YouTube o rei. O que seria da internet sem ele?

Eu não teria visto metade dos clipes que já vi na minha vida e ninguém veria meus vídeos toscos. Mas a parte mais legal dele é o incontável número de coisinhas raras que aparecem. A mais recente que eu descobri foi sensacional: o teste que a atriz Audrey Tautou fez para o filme "Le Fabuleux Destin d'Amelie Poulain".

Veja aqui, e repare como ela é sensacional! Je suis desolé, mas essa moça vai ser a Amélia pra sempre. Não importa mais nada. Impossível. Ela nasceu pra esse filme. E esse filme nasceu pra mim e pra sempre.

graxinha



Escrito por _Gabriel às 15h43
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Sobre Scarlett Johansson e Subway

Há algum tempo, Rafael elegeu Scarlett Johansson como a mulher mais bonita do mundo na opinião dele. E meodeos, eu concordo. Ela é simplesmente sensacional. Linda sem parecer vulgar (e parecendo quando quer). A moça transborda sex appel e consegue ser bonita como adolescente rebelde, empregada doméstica, esposa de fotógrafo e namorada do Justin Timberlake (um dos caras mais sortudos do planeta, convenhamos). Fica bem de espartilho, avental, vestidos vermelhos. Ela está em vários dos meus filmes favoritos (“O Homem Que Não Estava Lá”, “Match Point” e “Encontros e Desencontros” (cujo DVD não empresto pra nenhuma alma)). Eu falo sobre ela o que também falo sobre Johnny Depp: a última esperança é que eles tenham um mau hálito fudido. Se não tiverem, são indecentes. É uma absurda injustiça existirem pessoas tão bonitas e talentosas por aí. Eu me sinto diminuído.

 

Aí, pra meu alívio geral achei uma foto dela comendo um sandubão em Nova York. Finalmente ela entrou em foco (porque tem pessoas que não entram em foco de tão tão que são (tipo a Jolie ou o Pitt)). Finalmente achamos uma foto que ela está fazendo um movimento que a deixa menos bela num ângulo não muito favorecedor. Mas ainda assim, meio em segredo, adoraria ser seu guardanapo.

 

diliça!



Escrito por _Gabriel às 19h33
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Leia o que está escrito

Aposto que quando você estava sentado desconfortavelmente na carteira do colégio lendo sobre pleonasmo na sua gramática pensava: “Putamerda, quem fala assim? Subir pra cima, descer pra baixo. Tem que ser mesmo muito burro”. Pois é, criança. Agora você cresceu e viu que não, praticamente ninguém é tão estúpido a esse ponto. Mas se você reparar bem, o Fantástico Mundo dos Adultos Autodidatas e Auto-suficientes é recheado de pleonasmos e redundâncias como essa do título.

 

A sociedade moderna trocou o “oi, tudo bom?” do telefone pelo “oi, onde você está?” do celular. Mas algumas pessoas confundem e perguntam onde você está ligando pro seu telefone fixo. “Ué, em casa” você responde chocado.

 

Você liga a televisão e, ao invés da sua série favorita, vê a logomarca paralisada da sua TV por assinatura. Se as mensalidades estão em dia, deduze-se que estão tendo problemas técnicos. Não precisam escrever isso lá. Se abrem a porta da sala e você está ensopado o anfitrião logo pergunta se está chovendo. Eita vontade de responder “Não, resolveram cuspir em mim no caminho”. Costumam perguntar também se aquele moço carregando um capacete veio de moto. “Não, ele adooora carregar o capacete por aí!”.

 

Quando fui tomar minha última vacina (isso faz pra lá de quatro anos (era a famosa BCG, acho)) a moça virou pra mim e disse: “Você vai sentir uma picadinha”. Ah, que bom. Eu vim tomar vacina. Se eu sentisse um beijo, uma lambida ou um chute ia estranhar bastante.

Tô tendo preguiça de adultos.



Escrito por _Gabriel às 11h50
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Top 3 Coisas Que Odiamos em Atores

Alguém um dia me disse que a vida é um filme, mas que não nos cabe escolher o gênero. Você precisa escolher e desenvolver o seu papel – o único que você controla. Assim, você poderá mudar todo o enredo. Achei algo muito bonito de se dizer – especialmente por aquela pessoa naquele momento. Mas o negócio é que banalizou. Ser ator e atriz não é mais coisa de gente estudada, ensaiada e dotada. E sim de gente bonita, rica e ex-bbb. Acho isso uma tristeza. Atuar é meditar. Então, vamos lá. Top 3 Coisas que odiamos em atores imbecis:

 

3. A Folha de S. Paulo disse sobre uma coletânea do Capital Inicial: “Não há nada pior para uma banda mediana do que achar que não tem mais nada que provar”. Isso serve aqui também. A atriz-modelo-manequim faz uma ponta numa novela das seis e tira oito meses de férias para poder se livrar do personagem.

 

2. A velha história de se gabar de apanhar na rua. “Eu estava no super-mercado e chegou uma velhinha e me xingou. Achei muito legal ela confundir eu, a atriz, com a minha personagem. É uma prova que meu trabalho ta sendo reconhecido e dando certo”. Ah, minha filha, pára com essa história, se não eu vou aí e te mostro o que é apanhar de verdade.

 

1. As frases de entrevistas coletivas. “Esse papel foi um presente do autor” e “Eu me apaixonei de cara pela personagem” são constantes. “Foi uma honra trabalhar com a Fernanda Montenegro” ou Paulo Autran, Marília Pêra. E também tem aquela de chamar o diretor só pelo primeiro nome, forçando a revista ou a legenda a colocarem o sobrenome entre parênteses “Eu adorei ser dirigido pelo Guel (Arraes)”.

yurc



Escrito por _Gabriel às 22h53
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Pega na minha varinha

O ator Daniel Radcliffe (sim, o Harry Potter) deu uma entrevista para a revista “Details”. Nela, ele diz que abandonou a faculdade por causa da perseguição dos paparazzi. Aí eu pergunto: “Meu filho, ainda não tinha abandonado?”. Com metade do dinheiro dele eu já teria... Ele disse também que não gosta de sair à noite porque se ele conhece uma garota logo logo ela está nos tablóides.

 

Agora vem a melhor parte: para ilustrar, temos um ensaio clicado pelo fotógrafo Steven Klein. E o ator não-tão-mais-mirim aparece vestido de couro, com barba e peito cabeludo. Nas outras fotos ele está sem camisa em inferninhos (do tipo Mary In Hell) e lugares obscuros com pessoas estranhas.

Tá, Gabriel, cala a boca e mostra a fotos. Respire fundo antes de descer essa página. Wow.



Escrito por _Gabriel às 16h48
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As 8 Coisas

As Regras

1. Ok, essas são as regras.

2. Temos que postar as regras antes dAs Coisas.

3. Eu escrevo 8 coisas aleatórias sobre mim mesmo.

4. As pessoas citadas no fim do post postam as 8 coisas sobre elas.

5. E depois eu comento no blog dessas pessoas.

 

As Coisas

 

1. Eu tinha orgulho de dizer que por mais tonto não vomitava. Copos de Campari, Vodca, Tequila e Cachaça na mesma noite. Meio litro de Caipirosca misturado com cerveja. E sempre bem. Nesse domingo as coisas mudaram. Apenas alguns chopes e copos de vodca e passei mal e vomitei. Ninguém acredita (o que faz mal é o papelzinho), mas eu sei que não foi o álcool. Meu estômago é fraco pra tudo o que comi antes: fandangos e batata frita com mostarda alemã. Acreditem no que quiser, mas a verdade é que meu orgulho tá ferido u.u

 

2. Os livros da minha vida são “Madame Bovary” (Gustave Flaubert) e “Admirável Mundo Novo” (Aldous Huxley). Mas eu sou uma farsa literária. Só cheguei até eles pois estavam listados no orkut de uma pessoa que eu gosto. Além deles, meus favoritos são “Um Grande Garoto” (Nick Hornby) e “As Pessoas dos Livros” (Fernanda Young). Como eu vou me formar em jornalismo eu não sei. Nunca li “Moby Dick”, só leio poesias de umas três pessoas e não gosto assim de Guimarães Rosa.

 

3. Eu deixei de ter vergonha de gostar de coisa ruim. É meio libertador. Meu orgulho agora me permite relaxar em certos aspectos. Se eu fico com “Candyman” (Christina Aguilera) na cabeça o dia inteiro, pra que não baixar a porra da música logo? Eu não me esforço pra manter os olhos abertos depois de um dia de trabalho na frente da TV vendo filmes de arte. Mudo logo pra “Legalmente Loira” e durmo no meio. Foda-se. Tudo tem o seu valor na sua hora.

 

4. Eu fico olhando para as pessoas ao meu redor e comecei a temer pela minha saúde já. Talvez seja paranóia (tenho apenas 19 anos), mas eu reparei que tenho péssimos hábitos alimentares. Eu não abro mão de Coca-Cola e doces, mas eu podia dar um tempo das coisas muito gordurosas...

 

5. Meu namoro está recém-terminado. Foi o término mais de boa do planeta. Como já dito exaustivamente neste blog, meu campo sentimental stinks. As poucas pessoas que eu realmente gostei/gosto não gostavam/gostam de mim de volta. E elas não saem da minha cabeça (acho que preciso matá-las) e cada pessoa nova que aparece cai no conceito de forma absurda em segundos e/ou se arranjam com pessoas bizarras. Vou canalizar energias para os estudos...

 

6. Eu tenho preconceitos idiotas. Ok, nenhum preconceito é muito lógico,mas fala sério. Como alguém pode achar as novelas brasileiras boas? Ou, pior: alguém que acha as novelas ruins mas assiste “Grey’s Anatomy” ou “The OC”! Gente, é tudo novela. A narrativa é diferente mas é a mesma palhaçadinha de enrolar com uma história durante meses. Texto pobre de inteligência ou humor, só historinha de quem pegou quem e sabotagenzinhas. Já basta BH.

 

7. Não tenho um centavo. É um saco. Todo mundo de férias, me chamando pra fazer coisas, amigos de outra cidade aqui e querendo – com razão – sair todo dia e fazer coisas divertidas e eu cansei de ficar falando que estou sem nada. Já estou devendo dinheiro ou favores pra um monte de gente.

 

8. Às vezes me pego pensando com nostalgia nos tempos em que Multi Canal não era comum e eu tinha. Aí acordava cedo, colocava a TV bem baixinha pros meus pais não acordarem e via os Cartoons Cartoons no Cartoon Network, que era o 31.

 

Continuam

Ia achar muito legal se as pessoas abaixo fizessem suas listas

-Que Tempo Bom Que não Volta Nunca Mais (Sandro)

-Minhas reticências (Fripe)

-Let's Pretend We're in Antarctica (Fábio)

-Sem Papel (Rafa)

-Cotidiano Bizarro (Lulis e Menegas)



Escrito por _Gabriel às 15h52
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Fantasma do Futuro Comum

Um homem saiu de seu apartamento, estava chovendo e ele não pegou o guarda-chuva. Ele começou a correr debaixo dos toldos tentando salvar seu casaco. Tentando secar e secando, tentando, mas sem conseguir. Quanto ele chegou à plataforma do metrô abarrotada de gente, ele tirou seus dois sapatos. E ele pisou no cuspe de alguém e todo mundo que viu disse: “Eca!”. Mas ele não ligou porque na noite passada ele foi visitado pelo Fantasma do Futuro Comum. E o eis o que ele disse:

 

Tudo é de plástico e todo mundo é sarcástico. E toda a sua comida está congelada, tem que ser descongelado. Você devia saber que o mundo está acabando exatamente agora! As pessoas o deixam nervoso e os traços do rosto de todo mundo, de alguma maneira, começaram a cair.

 

Você não iria achar que o mundo estava acabando se isso acontecesse de um dia para o outro?

 

Bem, talvez você devesse simplesmente beber bem menos café e não assistir o jornal das oito. Talvez você devesse beijar alguém legal ou lamber uma pedra ou as duas coisas. Talvez você devesse cortar seu próprio cabelo porque isso pode ser tão divertido! E não custa nenhum dinheiro e sempre cresce de novo (cabelo cresce até depois que você estiver morto).

 

Pessoas são só pessoas, elas não devem lhe deixar nervoso. O mundo não é interminável e se você não atirar o seu plástico, as ruas não serão tão sujas e falsas. E se você beijar alguém, então vocês dois vão ficar acostumados. E se esse alguém for bem legal, ficarão apaixonados.

 

Pessoas são só pessoas como você!

 

i.i



Escrito por _Gabriel às 20h29
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Alguns pensamentos

...que passaram pela minha cabeça numa tarde de férias qualquer

 

Será que eu vou casar? Com quem eu casarei? Quando vai acabar minha contínua cegueira induzida pela negação da tradição? Quando vou achar um amante que aprenda comigo e me ensine coisas também? Quando vou perder essa dificuldade de te falar o que quero? Ou quando você vai ler minha mente?

 

Eu consigo ser objetivo comigo mesmo e continuo me sentindo sozinho

 

Será que estou condenado a viver nessa cidade até morrer?

Será que isso seria mesmo uma coisa tão ruim?

Será que aos 60 ainda vou querer viver?

Será que era mesmo pra tudo ter sido assim?

 

Pra onde vão as minhas boas ações? Alguns têm muito e outros nada

Como posso me dizer espiritualizado se trato algumas pessoas muito mal?

Pra quê dizer que estou bem se na verdade é óbvio que não estou?

Por que me falta coragem pra silenciar às vezes?

 

Quando vou viver o presente?



Escrito por _Gabriel às 02h44
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O que você odeia/ama?



Escrito por _Gabriel às 01h45
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They tried to make me go to rehab, I said ''no, no, no''

Não importa o lugar do corpo que você recebe um choque – pois choques são choques. O mesmo funciona aqui: o mundo está em crise. Todo mundo sabe. Poluição, guerras, fome, AIDS, caos aéreo, cantoras carecas. Não importa o tamanho, tudo é crise. Eu acho que o local é o pessoal e que o pessoal é o global. No belo e utópico dia que as pessoas forem legais, e, como pregou aquele mocinho barbudo, amarem o próximo como a ti mesmo, tudo ficará bem melhor.

 

Mas, nos tempos de hoje, um novo problema surge. Alguns chegam a ser egocêntricos de tanto que se adoram, enquanto outros não têm compaixão por si mesmo. O que pode virar um problema global também. Se você não se ama, como amar o próximo?

 

(Agora vem aquela parte do post que eu, ao invés de me aprofundar no assunto, volto ao primeiro parágrafo e fecho de forma bem superficial).

 

Todo dia tem uma ruiva ou uma loira dando vexame e se jogando pelas sarjetas totalmente bêbada. Acho genial: pessoas ricas, inconseqüentes e superficiais. Quem me dera poder ser assim! Ok, mentira. Eu não queria ser assim (mas às vezes eu sou). Acho interessante, pois nenhuma das minhas crises passadas foram assim. Eu bebia pra esquecer pessoas e/ou dançar. E, nas crises que não havia álcool, eu me recolhia em casa e lia e chorava e escrevia. Crises, na verdade, não me atrapalharam nunca. Ao contrário, eu acho que preciso delas para me reciclar periodicamente.

 

E talvez seja isso que está acontecendo com o planeta. Chega-se ao limite pra todo mundo conseguir ver o que está acontecendo de forma precisa. E aí, então, buscar soluções. Quem viver verá o dia sete de julho ;]

 



Escrito por _Gabriel às 12h04
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Sobre moda

Eu não tenho dinheiro pra comprar roupinhas de marcas famosas com freqüência, mas eu adoro moda. Aliás, pros desinformados, as duas coisas não andam necessariamente juntas. Tenho um casaco listrado que custou 3 r$ num brechó que eu amo e é lindo. Eu não gasto 300 r$ numa blusa da Ed Hardy 'Vintage Tattoo Wear' , mas não me importaria de ganhar uma. Se você fala em moda, as pessoas lembram de desfiles de alta-costura e, acredite, eu nunca falaria disso aqui.

 

Domingo depois do almoço na casa da minha avó. Ela estava na frente da TV assistindo desfiles do São Paulo Fashion Week. Toda indignada. “Vê se alguém vai usar isso na rua!” falava pra mim apontando pra televisão. Obviamente, ela não entende nada de moda. Algumas peças ali são usáveis, mas todo mundo sabe que o que aparece em desfiles não será necessariamente o que vai para as lojas, certo? Mas pouco me importa.

 

Quantas vezes você ouviu alguém dizer que “moda é identidade”? O problema é que essa identidade pode ser coletiva. Eu chamo de problema porque se a última moda é mini-blusa frente-única, lá vão todas as mulheres usar – elas geralmente não parecem se importar, por exemplo, se elas ficam bem naquilo. A mulher só é fiel à moda. E isso é péssimo, pois, ironicamente, somos obrigados a ver muita gente mal vestida por aí. Também acho ruim pois rima com poder. Eu adoro moda como meio de expressão: roupas e acessórios são símbolos de sua identidade pessoal. É pra ser legal, divertido. E não um sacrifício.

 

PS: Eu pensei bastante numa boa foto pra ilustrar esse post e escolhi uma que meu amigo Gianfranco Briceño tirou da Yasmin, inspirada no filme “Bonequinha de Luxo” - e que eu adoro.

 

ouié beibe



Escrito por _Gabriel às 20h08
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