They tried to make me go to rehab, I said ''no, no, no''
Não importa o lugar do corpo que você recebe um choque – pois choques são choques. O mesmo funciona aqui: o mundo está em crise. Todo mundo sabe. Poluição, guerras, fome, AIDS, caos aéreo, cantoras carecas. Não importa o tamanho, tudo é crise. Eu acho que o local é o pessoal e que o pessoal é o global. No belo e utópico dia que as pessoas forem legais, e, como pregou aquele mocinho barbudo, amarem o próximo como a ti mesmo, tudo ficará bem melhor.
Mas, nos tempos de hoje, um novo problema surge. Alguns chegam a ser egocêntricos de tanto que se adoram, enquanto outros não têm compaixão por si mesmo. O que pode virar um problema global também. Se você não se ama, como amar o próximo?
(Agora vem aquela parte do post que eu, ao invés de me aprofundar no assunto, volto ao primeiro parágrafo e fecho de forma bem superficial).
Todo dia tem uma ruiva ou uma loira dando vexame e se jogando pelas sarjetas totalmente bêbada. Acho genial: pessoas ricas, inconseqüentes e superficiais. Quem me dera poder ser assim! Ok, mentira. Eu não queria ser assim (mas às vezes eu sou). Acho interessante, pois nenhuma das minhas crises passadas foram assim. Eu bebia pra esquecer pessoas e/ou dançar. E, nas crises que não havia álcool, eu me recolhia em casa e lia e chorava e escrevia. Crises, na verdade, não me atrapalharam nunca. Ao contrário, eu acho que preciso delas para me reciclar periodicamente.
E talvez seja isso que está acontecendo com o planeta. Chega-se ao limite pra todo mundo conseguir ver o que está acontecendo de forma precisa. E aí, então, buscar soluções. Quem viver verá o dia sete de julho ;]
Eu não tenho dinheiro pra comprar roupinhas de marcas famosas com freqüência, mas eu adoro moda. Aliás, pros desinformados, as duas coisas não andam necessariamente juntas. Tenho um casaco listrado que custou 3 r$ num brechó que eu amo e é lindo. Eu não gasto 300 r$ numa blusa da Ed Hardy 'Vintage Tattoo Wear' , mas não me importaria de ganhar uma. Se você fala em moda, as pessoas lembram de desfiles de alta-costura e, acredite, eu nunca falaria disso aqui.
Domingo depois do almoço na casa da minha avó. Ela estava na frente da TV assistindo desfiles do São Paulo Fashion Week. Toda indignada. “Vê se alguém vai usar isso na rua!” falava pra mim apontando pra televisão. Obviamente, ela não entende nada de moda. Algumas peças ali são usáveis, mas todo mundo sabe que o que aparece em desfiles não será necessariamente o que vai para as lojas, certo? Mas pouco me importa.
Quantas vezes você ouviu alguém dizer que “moda é identidade”? O problema é que essa identidade pode ser coletiva. Eu chamo de problema porque se a última moda é mini-blusa frente-única, lá vão todas as mulheres usar – elas geralmente não parecem se importar, por exemplo, se elas ficam bem naquilo. A mulher só é fiel à moda. E isso é péssimo, pois, ironicamente, somos obrigados a ver muita gente mal vestida por aí. Também acho ruim pois rima com poder. Eu adoro moda como meio de expressão: roupas e acessórios são símbolos de sua identidade pessoal. É pra ser legal, divertido. E não um sacrifício.
PS: Eu pensei bastante numa boa foto pra ilustrar esse post e escolhi uma que meu amigo Gianfranco Briceño tirou da Yasmin, inspirada no filme “Bonequinha de Luxo” - e que eu adoro.
40ml de Cointreau 50ml de Suco de Uva 50ml de Água Tônica
Aí você mistura tudo e serve com gelo. O Cointreau com suco fica super doce, mas a Tônica quebra um pouco e ainda coloca gás. Literalmente. Li essa receita numa matéria da Folha de São Paulo. A melhor que li, aliás!
Em “Closer”, quando Dan insiste para que Alice admita ter transado com Larry, ele argumenta: “Eu estou apaixonado por você. Você está salva”. Mas será mesmo? Como o mesmo filme conta, o sexo é muito importante e o amor nunca é o suficiente. E isso me deprime um pouco, me dá uma sensação de *suspiro* pra quê tentar então?
O mundo não seria ótimo se insegurança e desespero fizessem a gente mais atraente? Eu realmente acho que sim. Pra começar, pois eu seria irresistível! Definitivamente uma das pessoas mais atraentes de todo o globo.
O grande clichê de alcançar o que se quer e, portanto, não querer mais está acontecendo novamente comigo. Eu sou muito novo, praticamente nenhuma decisão minha agora é vitalícia. Mas talvez seja a hora de pelo menos enxergar as coisas assim. Só investir no que realmente parecer valer a pena. E é aí que repousa meu mais novo dilema, senhoras, senhores, e indecisos. Pois eu não quero mentir, mas não posso dizer a verdade. Talvez o único tipo de amor que dura seja o não correspondido.
Lendo a descrição de uma comunidade sobe manchetes que não queremos ler nas revistas de fofoca. "Britney Spears ganha o Oscar de melhor atriz", "Bjork garante parceria com Jack Johnson em seu próximo álbum", "Paris Hilton é a nova vocalista da banda de rock Yeah Yeah Yeahs", "Courtney Love converte-se à Igreja Universal", "Nick Valensi assume homossexualidade". Essa da Courtney eu que inventei. E ela seria a notícia que mais me chocaria. Pois eu, ultimamente, tô precisando “fazer a Courtney Love”.
Muito ocupado com emprego e faculdade e estudar e notas e grrr. Preciso sair e gritar e dançar e beber e voltar pra casa só uma semana depois. Tatuado. Na bunda. É ridículo, mas é tudo que estou querendo fazer assim que entrar de férias. Beber muito, fazer aquele bafón em frente as câmeras. Dar vexame. Atrapalhar a entrevista da Madonna. E não estar nem aí. Acordar, levantar da cama, chegar na janela e gritar pra alguém passando na rua: “Que cidade é essa?”. Casar com um rockstar e depois assassiná-lo. Ai, ai.
Tá, mentira. Nem quero isso. Mas me diverti escrevendo e me imaginando nessas situações toscas. E, como vários devem ter pensado ali no 1o parágrafo, a notícia do Valensi até que é legal.
Ontem eu fui com a família da namorada do meu pai em uma pseudo-festa-junina. Por causa das músicas muito chatas, eu passei a noite de sábado ouvindo rádio dentro do carro. Eu fiquei muito feliz em descobrir como eu estou musicalmente desatualizado.
Existem poucas estações que tocam coisas diferentes de gospel e sertanejo. As rádios direcionadas aos jovens tocam muito hip-hop hoje em dia. Não é só isso, claro. Tem rock e pop e tudo e tal. Mas são bem repetitivas. E minha irmã, de 13 anos, sabia qual música era qual, quem era quem e a letra da maioria delas. É muito legal isso. Eu lembro que quando tinha a idade dela era assim também. Minha pré-adolescência coincidiu com o ápice do Disk MTV, por exemplo. Sabia qual era o mais recente single de um tanto de artistas, juntava o dinheiro do lanche pra comprar CD.
Agora não é mais assim. Eu já escolhi alguns artistas como importantes e influentes pra mim. Às vezes alguns novos chegam. Raramente compro CDs. A fase de oba-oba musical já passou. As descobertas são mais minimalistas nesse campo. Eu realmente posso dizer que tenho coisas mais importantes pra fazer. Me importo mais com as letras, percebo os clichês. Pra mim, isso é maturidade.
Mas essa coisa com a música veio porque outras coisas vieram antes. Todos os campos da minha vida estão equilibrados – e de uma forma inédita. É interessante observá-los, mas é tentador me questionar até quando ficarão assim, pois sei que não será pra sempre.Não tenho tido caídas (nem recaídas). Ando sério quando é pra ser, faço idiotices quando quero. Tenho rido bastante. Momentos de melancolia existem, mas não são tão tristes mais. São saudosos, nostálgicos. Ainda não vejo a vida melhor no futuro, mas estou mais sereno agora.
Trecho do filme "The Cement Garden", de 1993, com a atriz Charlotte Gainsbourg. O filme é uma adaptação do livro homônimo de Ian McEwan. No próximo post eu explico os motivos que me fizeram chegar à essa cena. Mas precisava postá-la antes :)
Ontem eu – finalmente- assisti "Party Monster". Todos ao redor já tinham visto e pareciam entediados, mas eu não podia ir embora e deixar um filme hype desse, que eu não achava em lugar nenhum, passar pelas minhas mãos ao invés dos meus olhos.
Esse é o primeiro longa de Macaulay Culkin desde “Riquinho”! E ele está bem. Ok, a indústria cinematográfica não estava sentindo realmente falta dele, mas pra esse filme não há ninguém melhor. Ele realmente devia voltar a atuar.
O filme é sobre a ascensão de Michael Alig (Culkin), um menino do interior que se aproxima de James St. James (Seth Green), um carinha pra lá de superficial. Alig começa a produzir suas festas que, de tão bizarras e inconseqüentes, mudam o cenário da noite underground de Nova York nos anos 80. Até que o moço acaba assassinando o traficante com quem dividia seu apartamento. Histórias reais, aliás.
É estranho ver como resta muito daquela época e comportamento. Na verdade, chega a ser triste, pois significa que vai ter mais gente se perdendo por aí. Mas, mesmo com prisões e overdoses, é impossível não admitir que o pessoal se divertia bastante. O filme mostra a famosa festa dentro do Burguer King (a lanchonete no filme tem outro nome, por motivos óbvios), por exemplo. Alig para o balconista: “Nós vamos querer 300 cheeseburgers e 300 porções de batata frita”. E ele pergunta: “Er, pra comer aqui ou pra viagem?”. Genial.